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Dólar mantém R$ 5,60 entre otimismo externo e temor por auxílio; Bolsa sobe

Por Redação em 01/03/2021 às 18:41:36

O mercado financeiro brasileiro manteve o ritmo de recuperação nesta segunda-feira, 1º, em meio ao otimismo no cenário internacional e apreensão com as tratativas para a volta do auxílio emergencial sem que a PEC Emergencial tenha sido aprovada pelo Congresso. O dólar fechou com leve queda de 0,08%, a R$ 5,600. A moeda americana chegou a bater máxima de R$ 5,608, enquanto a mínima não passou de R$ 5,556. A divisa fechou a semana passada com alta de 1,65%, a R$ 5,605. A forte depreciação do câmbio por conta do aumento do risco fiscal fez o dólar acumular alta de 2,39% em fevereiro, e de 7,94% desde o início do ano. Puxada pelo bom humor nos mercados lá fora, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou o primeiro pregão de março com alta de 0,27%, aos 110.334 pontos. O índice encerrou a semana passada com queda de 1,98%, com soma de 110.035 pontos.

Mercados na Europa e nos Estados Unidos operaram com alta neste início de mês após a aprovação do pacote de US$ 1,9 trilhão em estímulos à economia norte-americana neste fim de semana. O bom humor dos investidores também foi impulsionado pelo ritmo de vacinação contra a Covid-19 em diversas áreas dos EUA e a queda das taxas de juros de títulos soberanos. “Após uma verdadeira novela que teve início ainda no mandato de Donald Trump, o pacote de US$ 1,9 trilhão foi aprovado na câmara de representantes, e agora segue para o Senado, o que reduz parte da incerteza sobre o horizonte dos mercados. E não é apenas o mercado acionário que é impactado positivamente: os títulos públicos norte-americanos (treasuries), depois de “ralizar” seus rendimentos até 1,6%, tiveram queda para 1,4%”, afirma Lucas Collazo, analista da Rico Investimentos.

No noticiário doméstico, investidores acompanharam as tratativas para a retomada do auxílio emergencial e a votação da PEC Emergencial, que abre espaço no orçamento para as novas rodadas do benefício. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se reuniu com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), neste domingo , 28, para acertar a votação da PEC pelos senadores entre amanhã e quarta-feira, 3. O ministro da Economia, Paulo Guedes e outros auxiliares do presidente também participaram das negociações. O texto que cria cláusulas de calamidade para o corte de gastos deveria ter sido votado pelo Senado na última quinta-feira, 25, mas a decisão foi adiada pela falta de consenso entre líderes do Congresso. Investidores temem que o texto seja dividido e que o benefício seja liberado antes que o Legislativo chancele as medidas semelhantes à PEC de Guerra aprovada em 2020 e que excluem as despesas com o benefício do teto de gastos. Lideranças do Congresso se opuseram à aprovação de contrapartidas para a liberação do benefício e classificaram a imposição do governo federal como “chantagem.”

Fonte: JP

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