Dólar recua ao menor valor desde janeiro após alta da taxa de juros; Ibovespa sobe

Por Redação em 06/05/2021 às 18:56:05

Os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro fecharam nesta quinta-feira, 6, no campo positivo com o aumento da taxa de juros para 3,5% ao ano após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) acrescentar mais 0,75 ponto percentual na Selic e indicar repetir a dose no encontro agendado para junho. Os investidores também acompanharam os desdobramentos políticos com o avanço da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado. O dólar registrou forte queda de 1,62% e encerrou o dia a R$ 5,278, o menor valor desde 14 de janeiro, quando o câmbio ficou em R$ 5,209. Influenciado pela instabilidade no mercado internacional por causa da escalada de tensões entre a China e a Austrália, o Ibovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, oscilou durante a maior parte do dia e encerrou com leve alta de 0,3%, aos 119.920.

Sem surpresas ao mercado, o Banco Central anunciou nesta quarta-feira, 5, o aumento de 0,75 ponto percentual na Selic, jogando a taxa de juros básicos da economia brasileira para 3,5%. O movimento segue a escalada da taxa deflagrado em março, quando o Copom subiu de 2% para 2,75% ao ano. Em nota, o BC afirmou que deve acrescentar mais 0,75 ponto percentual no encontro agendado para junho, elevando a Selic para 4,25%. A expectativa do mercado financeiro é que a taxa básica feche 2021 a 5,5%, segundo o Boletim Focus publicado nesta segunda-feira, 3. O colegiado também defendeu a manutenção da agenda de reformas do governo federal para “permitir a recuperação sustentável da economia.” “O Comitê ressalta, ainda, que questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia”.

Ainda no cenário doméstico, o mercado segue de olho nos impactos que a CPI da Covid-19 trará ao governo de Jair Bolsonaro (sem partido) e na retomada da agenda de reformas no Congresso. Os senadores ouvem nesta quinta-feira o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que assumiu a pasta após a demissão de Eduardo Pazuello. O médico cardiologista, que tomou posse no dia 23 de março, é o terceiro a depor – antes dele, a comissão recebeu os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. O atual chefe da pasta afirmou durante o seu depoimento a compra de mais 100 milhões de doses da vacina contra Covid-19 da Pfizer/BioNTech. Serão destinados R$ 6,6 bilhões para a aquisição dos imunizantes, que devem chegar no Brasil ainda em 2021. O extrato de dispensa de licitação para a aquisição das doses foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

 

 

Fonte: JP

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