Governo minimiza questionamentos e espera definir condições para receber Copa América nesta terça

Por Redação em 01/06/2021 às 09:51:49

O governo deve confirmar nesta terça-feira, 1º, se o Brasil será ou não a sede da Copa América, que está prevista para acontecer do dia 13 de junho ao dia 10 de julho. Na segunda feira, 31, a Conmebol anunciou que a competição será aqui no Brasil. O ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, no entanto, disse que algumas questões precisam ser discutidas com a Confederação Brasileira de Futebol. “É importante destacar que esse evento, caso se realize, ele não terá público. No momento são dez times, no máximo, com a nossa presença e da CBF por meio de videoconferência — 65 pessoas por cada delegação.”

A possibilidade do Brasil sediar os jogos causou polêmica e muita discussão entre os políticos em Brasília. O ministro Ramos anunciou que, pelo acordo com a CBF, todos os atletas precisarão estar vacinados. Só não ficou claro se as vacinas serão aplicadas agora ou se os atletas já precisam com o ciclo de duas doses concluído. O relator da CPI da Covid-19, senador Renan Calheiros, afirmou que é um escárnio, com mais de 462 mil mortes, o Brasil sediar o que ele chamou de “campeonato da morte”. O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues, protocolou o requerimento para convocar o presidente da CBF, Rogério Caboclo, para falar sobre a competição.

Já o ministro Luiz Eduardo Ramos diz não haver motivo para tanta polemica. “Já estão ocorrendo jogos em todo o Brasil. Fora esse detalhe, acabou na semana passado os campeonatos estaduais. Então, com relação a realização dos jogos da Copa América, que serão poucos, não sei porque algumas pessoas se pronunciaram contra o evento.” Ainda segundo o governo, caso a Copa América seja confirmada, caberá a CBF negociar com cada governador a liberação dos estádios. Pernambuco já avisou que, diante do cenário atual da pandemia da Covid-19, não é possível realizar eventos desse porte. O Partido dos Trabalhadores, inclusive, já recorreu ao Supremo Tribunal Federal para que o Brasil seja impedido de sediar a competição. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, por sua vez, já sinalizou que não vê problemas de Brasília sediar os jogos.

O governador de São Paulo, João Doria, explicou que, no Estado, os estádios já estão ocupados com a Copa do Brasil e o Brasileirão. Mas ele ressaltou que também não vê risco na realização das partidas. “A Federação Paulista de Futebol tem cumprido rigorosamente os protocolos do Plano São Paulo. E os jogos que foram realizados aqui no campeonato paulista foram dentro desse protocolo. Não tivemos nenhum tipo de problema nem durante a realização do campeonato e nem nos jogos finais.” O vice-presidente Hamilton Mourão avalia que, apesar dos números preocupantes da pandemia, o país tem vários estádios em condições de receber a competição. “Não tem publico, né? É só dividir bem essas sedes aí e acabou.” Inicialmente, a ideia era realizar a competição na Argentina e na Colômbia. O problema é que a Colômbia tem sido palco de protestos violentos contra o governo local e a Argentina, por sua vez, enfrenta sérios problemas com relação a Covid-19.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin

Fonte: Gazeta

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