Onyx diz que pressão sobre reajuste salarial vem de servidores federais "mais bem pagos"

Por Redação em 06/01/2022 às 11:15:20

Após servidores federais da Receita Federal entregarem os cargos, auditores fiscais do trabalho também abdicaram de posições de chefia e coordenação. Até o momento, segundo sindicatos da categoria, cerca de 154 dos 290 auditores já acompanham o movimento, que busca protestar contra o aumento salarial exclusivo para policiais federais, anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro. Além da paralisação, uma greve geral de servidores federais pode ser deflagrada a qualquer momento. Dentro do governo, a avaliação é que muitos setores do serviço público realmente merecem a valorização salarial, mas essa pressão atual vem dos funcionários “mais bem pagos”. “Não estamos falando de servidores que ganham salários pequenos, são normalmente os mais bem pagos, são auditores. Vamos ter paciência, eles têm grande responsabilidade. Os auditores do trabalho são reconhecidamente uma carreira de Estado e espero que consigamos conduzir as coisas com muito diálogo”, afirmou o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News.

Embora reconheça a importância dos servidores, o chefe do Ministério afirmou que o aumento salarial dos policiais considerou a exposição fruto da atividade, além da questão salarial. “Governar é fazer escolhas e tem que se tomar decisões. A decisão de poder atender os policiais federais estava atrelada fundamentalmente à defasagem que essas categorias tinham também a situação de altíssimo risco e exposição da própria vida na atividade”, ressaltou. Além dos mais de 950 auditores da Receita Federal e dos 154 do trabalho, servidores do Banco Central também se mobilizam na entrega dos cargos, com paralisação confirmada para o dia 18. Todos contrários ao exclusivo dos policiais federais. A visão é que, com a decisão, o governo privilegiou parte dos trabalhadores, em detrimento de outros.

Ainda em entrevista à Jovem Pan, Onyx Lorenzoni comentou sobre a fala do ex-presidente Lula sobre uma possível revogação da reforma trabalhista, caso seja eleito à presidência. Para o ministro, o comentário não passa de uma “bobagem” dita pelo petista. Ele citou a perda de 2,5 milhões de empregos nos anos finais do governo de Dilma Rousseff e comparou aos 3 milhões de cargos de trabalho com carteira assinada criados em 2021, em meio às dificuldades da pandemia. “Demonstra a forma e a visão de condição de simplificação, melhoria do ambiente de negócios, estímulos à ocupabilidade. Diferente do que aconteceu na Espanha, o Brasil tem avançado muito”, pontuou Onyx. “Vamos tratar com seriedade as coisas, não simplesmente jogar ao vento palavras soltas que não geram nenhum emprego e só traz apenas transtornos para o nosso país”, finalizou.

Fonte: JP

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