PolĂ­cia Civil resgata mulher paraguaia e bebĂȘ de 11 dias que estava em cĂĄrcere privado em aldeia na fronteira do Brasil com o Paraguai

O Conselho Tutelar entrou em contato com o Consulado Paraguaio, que abrigou a mãe e a criança.

Por Redação em 31/05/2024 às 10:50:59
Foto: Dicionário Online de Português

Foto: Dicionário Online de Português

Uma equipe da Delegacia de PolĂ­cia Civil de Caarapó juntamente com a Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de FĂĄtima do Sul, em decorrĂȘncia da Operação Protetor no âmbito do Ministério da Justiça, realizou o resgate de uma mulher paraguaia e sua bebĂȘ de 11 dias de vida que estavam em cĂĄrcere privado, na aldeia indĂ­gena Marangatu, no municĂ­pio de Antônio João - MS. O resgate aconteceu na Ășltima quarta feira (29).

De acordo com as informações levantadas, os policiais civis realizavam uma reunião com lideranças indĂ­genas na aldeia e foram informados que uma mulher de 25 anos de idade, de origem paraguaia, veio ao Brasil para dar luz a uma criança. Ela havia prometido que assim que a bebĂȘ nascesse, ela entregaria para a autora A.G.S., de 41 anos.

Após o nascimento, a mãe manifestou que não tinha mais interesse em entregar a filha. A autora então impediu a mulher de ir embora.

A vĂ­tima só poderia voltar para seu paĂ­s de origem se deixasse a criança ou entregasse para a autora a quantia de R$ 1 mil. Como a mulher não tinha condições de efetuar pagamento e por temer pela sua vida e da sua bebĂȘ, diante das ameaças, não conseguiu retornar para ao Paraguai.

As lideranças indĂ­genas informaram que reiteradamente vem ocorrendo casos de crianças paraguaias que são levadas ao Brasil em situação irregular incorrendo em possĂ­vel trĂĄfico internacional de crianças. Nesse sentido, de posse das informações, os policiais civis foram até o local e em conversa com a vĂ­tima, ela manifestou a vontade de ir embora com sua filha.

A equipe policial juntamente com o Conselho Tutelar realizou o resgate da mãe e da criança e conduziram a autora para Delegacia de Antônio João, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante. O Conselho Tutelar entrou em contato com o Consulado Paraguaio, que abrigou a mãe e a criança.

A entrega para as autoridades paraguaias foi acompanhada pela PolĂ­cia Civil.


Fonte: PC/MS

Tags:   Geral
Comunicar erro
Ajude o Pantanal

ComentĂĄrios

Faixa