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Estudo aponta mais efic√°cia da Coronavac com intervalo maior entre doses

Por Redação em 11/04/2021 às 19:21:59

 

“Esse estudo corrobora o que j√° havíamos anunciado h√° cerca de três meses e nos d√£o ainda mais seguran√ßa sobre a efetiva prote√ß√£o que a vacina do Butantan proporciona. N√£o resta nenhuma sombra de dúvida sobre a qualidade do imunizante”, afirmou em nota à imprensa Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.

A an√°lise divulgada neste domingo, 11, aponta que os resultados de efic√°cia podem melhorar se houver um intervalo maior entre as doses. No estudo, a maior parte dos volunt√°rios receberam as vacinas com intervalo de 14 dias dada a urgência para an√°lise do imunizante e necessidade de prote√ß√£o dos profissionais de saúde

Os pesquisadores acreditam que um período de 28 dias seja o mais adequado. “Os dados sugerem que é recomend√°vel encorajar intervalos maiores entre as doses, como 28 dias, na implementa√ß√£o da vacina”, escrevem no artigo.

A bula da Coronavac estipula o intervalo para a segunda dose como de 14 a 28 dias, mas a aplica√ß√£o a partir do 21¬ļ j√° é defendida pelo Butantan desde o mês de janeiro. Um intervalo ainda maior entre as doses chegou a ser cogitado como forma de ampliar a cobertura da vacina√ß√£o e acelerar a aplica√ß√£o, o que acabou n√£o sendo implementado. Um intervalo superior a 28 dias n√£o é consenso entre os especialistas diante dos efeitos n√£o estudados sobre a efic√°cia do imunizante.

Uma outra informa√ß√£o que consta do artigo é que a Coronavac se revelou eficaz na prote√ß√£o contra as chamadas variantes de preocupa√ß√£o P.1 e P.2 do vírus SARS-CoV-2. “Apesar de as variantes terem v√°rias muta√ß√Ķes que s√£o chave para o funcionamento de muitos anticorpos, houve uma neutraliza√ß√£o consistente dessas variantes por parte do soro dos participantes que receberam a vacina inativada”, pontuaram os especialistas no documento.

O aumento da circula√ß√£o da P.1, a chamada variante brasileira, primeiramente identificada em Manaus, é associado à vertiginosa eleva√ß√£o da curva de casos, interna√ß√Ķes e mortes vista no País a partir de janeiro. No início do ano, a crise em Manaus chegou a afetar o abastecimento de oxigênio, problema que se alastrou pelo Brasil a partir de fevereiro com continuidade em mar√ßo, o mês mais letal da pandemia até aqui, com 66 mil mortes pela doen√ßa.

Fonte: Banda B

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