Atriz campo-grandense Aracy Balabanian morre nesta segunda-feira aos 83 anos

A causa da morte ainda não foi informada.

Por Redação em 07/08/2023 às 11:43:20
Foto: Aracy Balabanian/Foto: Redes Sociais

Foto: Aracy Balabanian/Foto: Redes Sociais

A Fundação de Cultura lamenta profundamente a morte da atriz Aracy Balabanian, na manhã desta segunda-feira (7). A atriz estava internada na ClĂ­nica São Vicente, no Rio de Janeiro. A causa da morte ainda não foi informada.

A atriz é filha de armĂȘnios que vieram para o Brasil, fugindo do genocĂ­dio promovido naquele paĂ­s pelos turcos otomanos. Eles fixaram residĂȘncia em Campo Grande, onde Aracy e os irmãos nasceram. Aos 15 anos mudou-se para São Paulo com os sete irmãos e ajudava os pais na criação dos irmãos menores. Passou no vestibular para CiĂȘncias Sociais e para a Escola de Arte DramĂĄtica, vindo a abandonar os estudos de Sociologia para se dedicar ao teatro, sua verdadeira paixão. Diz que viveu numa época que era considerado feio uma mulher fazer teatro, jĂĄ que antigamente as mulheres tinham preferĂȘncia a serem donas-de-casa e cuidarem dos assuntos domésticos.

A sua estreia na televisão foi na peça AntĂ­gona, de Sófocles, montada pela TV Tupi. Tornou-se tornou uma das maiores intérpretes do meio e criou personagens inesquecĂ­veis como a idealista Violeta de O Casarão (1976), de Lauro Muniz, a sofrida Maria Faz-Favor de Coração Alado, (1980/81), de Janete Clair, , a ardilosa Marta de Ti Ti Ti (1985/86) e a misteriosa Maria Fromet de Que Rei Sou Eu? (1989), ambas de Cassiano Gabus Mendes, a excĂȘntrica Dona ArmĂȘnia das novelas Rainha da Sucata (1990) e Deus nos Acuda (1992/93), ambas de Silvio de Abreu.

Sua personagem mais conhecida pelo grande pĂșblico no teatro foi a socialite decadente Cassandra, no humorĂ­stico Sai de Baixo, gravado ao vivo do Teatro Procópio Ferreira de 1996 a 2002 para a Rede Globo. Aracy declarou que no começo do programa havia pedido para sair, vendo que após extenso currĂ­culo de tragédias, não funcionava nesse papel cômico, acima de tudo por não segurar o riso diante dos colegas. O diretor Daniel Filho então pediu para ela rir sempre que quisesse. O riso da atriz em cena se tornou marca registrada, com Miguel Falabella chegando a dizer que "se o pĂșblico não entendeu a piada, a Aracy fecha".

O local e horĂĄrio do velório e sepultamento ainda não foram divulgados.

Diante desta perda irreparĂĄvel, nos solidarizamos com amigos e familiares neste momento tão difĂ­cil.

Fonte: AgĂȘncia de Noticias MS

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