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Segunda dose de vacina contra a Covid-19 deve ser tomada mesmo fora do prazo, diz ministério

Por Redação em 27/04/2021 às 18:33:12

 

O Brasil oferece hoje duas vacinas contra a Covid-19, e ambas precisam de duas doses para ter efic√°cia completa. No caso da Coronavac, o intervalo entre a primeira e a segunda dose é de 28 dias (ou quatro semanas). J√° para a vacina da AstraZeneca/Oxford, o intervalo é de 12 semanas.

Segundo a pasta, “é improv√°vel que intervalos aumentados entre as doses das vacinas contra a Covid-19 ocasionem a redu√ß√£o na efic√°cia do esquema vacinal”. Ainda assim, a recomenda√ß√£o é que, sempre que possível, as vacinas sejam aplicadas dentro do prazo.

“Atrasos em rela√ß√£o ao intervalo m√°ximo recomendado para cada vacina (4 semanas – Sinovac/Butantan) devem ser evitados uma vez que n√£o se pode assegurar a devida prote√ß√£o do indivíduo até a administra√ß√£o da segunda dose. Observa-se que, ainda que ocorram atrasos no esquema vacinal, O MESMO DEVER√Ā SER COMPLETADO [grifo da pasta] com a administra√ß√£o da segunda dose o mais r√°pido possível”, informa a nota técnica.

Um dia antes da divulgação da orientação para completar o esquema, Queiroga admitiu que há preocupação sobre a oferta da segunda dose da Coronavac devido ao atraso na chegada de insumos que são usados pelo Butantan para produzir a vacina.

“H√° cerca de um mês liberaram as segundas doses para que se aplicassem, e agora, em face do retardo dos insumos vindos da China para o Butantan, h√° uma dificuldade com essa segunda dose. E, como esta semana n√£o temos previs√£o de chegada de vacina do Butantan, só daqui a cerca de dez dias, vamos emitir uma nota técnica acerca desse tema”, disse em audiência no Senado.

No mesmo encontro, o secret√°rio de vigil√Ęncia em saúde, Arnaldo Medeiros, que assina a nota técnica, disse que o volume pendente era “pequeno” e que as doses seriam entregues ainda “dentro do prazo vacinal”.

No documento, o ministério calcula que ainda precisa enviar doses para a segunda aplica√ß√£o da Coronavac equivalentes a 416.507 pessoas. A estimativa reúne pessoas que fazem parte de três grupos priorit√°rios e representam 3% dos trabalhadores de saúde, 6,2% do grupo das for√ßas de seguran√ßa e salvamento e 1,9% dos idosos de 60 a 64 anos, os quais come√ßaram a receber a vacina√ß√£o na metade de abril.

Segundo a pasta, a previs√£o é que o envio da segunda dose para esses grupos ocorra na primeira semana de maio, “cumprindo o ciclo vacinal no tempo adequado”.

Na nota, sem citar números destes casos, o ministério afirma que “apesar das diferen√ßas no fechamento dos esquemas da vacina Coronavac” em alguns locais, “em detrimento às orienta√ß√Ķes definidas”, pretende enviar novas remessas a partir da segunda quinzena de maio para garantir “a compensa√ß√£o e fechamento dos esquemas (D1+D2) dos grupos priorit√°rios iniciados.” A pasta também orienta que seja seguido o plano de vacina√ß√£o.

Fonte: Banda B

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