Europa recomenda combinar vacinas anti-Covid da Pfizer e da AstraZeneca

Por Redação em 17/09/2021 às 14:05:13

Nos experimentos, o imunizante mRNA foi aplicado quatro semanas depois da primeira dose com AstraZeneca. Estudos mostraram que a ordem inversa –uma primeira dose de Pfizer ou Moderna e uma segunda de AstraZeneca– também produz uma prote√ß√£o mais alta que a de duas doses de AstraZeneca.

O centro diz que houve um aumento de leve a moderado nas rea√ß√Ķes adversas após a segunda dose para as pessoas que receberam doses de imunizantes diferentes, mas que o regime foi em geral bem tolerado. Nenhuma rea√ß√£o grave foi observada.

A vacina√ß√£o combinada tem sido usada em países europeu principalmente para completar a imuniza√ß√£o de pacientes que tiveram rea√ß√Ķes mais fortes após a primeira inje√ß√£o ou em grupos de pessoas consideradas mais susceptíveis a efeitos colaterais graves e raros da vacina da AstraZeneca.

“Evidências atuais fornecem bases científicas para esperar que essas abordagens "off-label" [n√£o prescritas na bula] sejam seguras e induzam uma resposta imunológica satisfatória”, diz o relatório.

Outra vantagem da combina√ß√£o, segundo a institui√ß√£o, é permitir flexibilidade nas campanhas de vacina√ß√£o, principalmente nos casos de escassez de um dos imunizantes –como a que atinge S√£o Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo e Rio Grande do Norte, segundo afirmaram à reportagem os governos desses Estados.

O ECDC ressalva que ainda est√£o em andamento experimentos sobre seguran√ßa a longo prazo, dura√ß√£o da imunidade e efic√°cia (os links dos 90 estudos avaliados pelo centro est√£o disponíveis no relatório). Também alerta que é preciso cuidado na comunica√ß√£o de mudan√ßas em esquemas de vacina√ß√£o –em rela√ß√£o a marcas ou prazos de aplica√ß√£o, por exemplo – para evitar que elas provoquem desconfian√ßa em rela√ß√£o à imuniza√ß√£o.

O documento também revisa e atualiza as evidências sobre a efic√°cia da vacina√ß√£o parcial – por exemplo, das pessoas que tomaram apenas a primeira dose – e sobre a efic√°cia da vacina√ß√£o para quem j√° havia se infectado com o coronavírus.

A revis√£o e o relatório do ECDC n√£o contemplam o uso combinado de outras vacinas com a Coronavac, j√° que esse imunizante n√£o é usado na Europa. Em S√£o Paulo, doses da Pfizer têm sido dadas para refor√ßar a imuniza√ß√£o de pessoas que haviam tomado duas doses da vacina chinesa, além de complementar a vacina√ß√£o de pessoas que haviam tomado uma primeira inje√ß√£o de Coronavac.

Um estudo recente, ainda em pré-print (sem revis√£o por cientistas independentes), analisou dados da combina√ß√£o de uma primeira dose de Coronavac e de uma segunda dose da vacina da AstraZeneca.

Mas a pesquisa, feita na Universidade Chulalongkorn, em Bangkok, na Tail√£ndia, é pequena, com somente 77 pessoas. De toda forma, os pesquisadores observaram que a mistura dos imunizantes provocou uma resposta imune forte.

Segunda dose importa Dados disponíveis até agora sobre diferentes grupos populacionais e variantes de preocupa√ß√£o confirmam que duas doses de vacinas da AstraZeneca, da Pfizer ou da Moderna levam a prote√ß√£o contra doen√ßa grave e contra infec√ß√£o (com ou sem sintomas) significativamente maior que apenas uma dose, afirma o relatório.

Indivíduos parcialmente vacinados est√£o menos protegidos principalmente em rela√ß√£o à variante delta. “J√° a vacina√ß√£o completa fornece prote√ß√£o quase equivalente contra as duas variantes, alfa e delta”, afirma o ECDC.

A recomenda√ß√£o do centro é que, onde h√° aumento de circula√ß√£o da delta, a administra√ß√£o da segunda dose seja no prazo mais curto possível, para acelerar a imuniza√ß√£o completa. A prioridade deve ser de grupos mais vulner√°veis a Covid grave, como idosos e aqueles com imunidade reduzida.

De acordo com o centro, ainda faltam evidências sobre a dura√ß√£o da prote√ß√£o oferecida por apenas uma dose de imunizante.

Duas doses para quem j√° teve Covid

Segundo o ECDC, estudos mostram que, em pessoas que se recuperaram de Covid, uma única dose com os f√°rmacos da AstraZeneca, da Pfizer ou da Moderna promove uma resposta imune compar√°vel à dos que n√£o contraíram o coronavírus e tomaram duas doses de vacina.

Mas o centro afirma que a rea√ß√£o imunológica n√£o deve ser automaticamente interpretada como prote√ß√£o para esse grupo, porque faltam estudos clínicos. Por isso, “como precau√ß√£o”, a recomenda√ß√£o é que mesmo quem se recuperou de Covid tome duas doses de vacina, principalmente os com maior risco de doen√ßa grave ou morte.

Além de n√£o haver evidência disponível sobre desfechos clínicos (como risco de infec√ß√£o confirmada por laboratório e doen√ßa sintom√°tica) no caso de quem foi infectado e tomou uma dose, também faltam dados sobre a dura√ß√£o de longo prazo da imunidade protetora promovida por apenas uma dose nesse grupo.

Fonte: Banda B

Tags:   Saúde
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