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M√£e que assassinou em Brasil√Ęndia e enterrou a filha viva pega 39 anos de pris√£o

Nesta manhã, a mulher confessou ter passado um fio no pescoço da filha e logo em seguida enterrado ela

Por Redação em 12/01/2022 às 19:31:57
Emileide Magalhães durante depoimento aojuiz Rodrigo Pedrini Marcos (Foto: Reprodução)

Emileide Magalhães durante depoimento aojuiz Rodrigo Pedrini Marcos (Foto: Reprodução)

Por unanimidade os jurados do Tribunal do J√ļri de Tr√™s Lagoas condenaram a cabeleireira Emileide Magalh√£es pelo assassinato da própria filha, Gabrielly Magalh√£es de Souza, de 10 anos. Na tarde desta quarta-feira (12), a mulher de 31 anos foi sentenciada a uma pena de 39 anos, 8 meses e 4 dias de reclus√£o.

O crime aconteceu no dia 21 de mar√ßo, em Brasil√Ęndia, distante 366 quilômetros de Campo Grande. A grande repercuss√£o do caso no munic√≠pio de 11 mil habitantes fez com que o julgamento de Emileide fosse transferido para Tr√™s Lagoas.

Nesta manhã, a mulher confessou ter passado um fio no pescoço da filha e logo em seguida enterrado ela em um buraco justamente por achar que estava morta. Alegou que a menina caiu na cova "sem querer" e a deixou ali. Gabrielly, no entanto, ainda estava viva quando foi soterrada pela mãe e, conforme a perícia, morreu asfixiada.

A versão de Emileide, no entanto, não convenceu os jurados. Nem a tentativa da defesa em excluir as qualificadoras do crime ou a ocultação de cadáver Рpois que menina estava viva quando foi enterrada Рforam consideradas.

A mulher foi condenada por homic√≠dio com quatro qualificadoras: por motivo torpe, por meio cruel, recurso que dificultou a defesa da v√≠tima e também para assegurar a impunidade de outro crime, j√° que teria assassinado a filha depois que ela contou ser estuprada pelo padrasto.

Além disso, foi considerada culpada no crime de corrup√ß√£o de menores, por for√ßar o filho mais velho a ajudar na morte da irm√£, oculta√ß√£o de cad√°ver e falsa comunica√ß√£o de crime, isso porque no dia seguinte procurou a pol√≠cia para "denunciar" o desaparecimento da menina. Somadas, as penas chegaram a 39 anos, oito meses e 4 dias de reclus√£o. Da senten√ßa final, 35 anos s√£o apenas pelo homic√≠dio.

Inicialmente a pena definida pelo juiz Rodrigo Pedrini Marcos foi definida no regime fechado. Emileide está no presídio feminino de Corumbá e deve continuar na unidade. Diante da gravidade do caso, ela não ganhou direito de recorrer em liberdade.

Caso - A pol√≠cia soube do caso pela própria m√£e. Depois de ir tr√™s vezes ao local do crime para constatar se a filha estava morta, Emileide procurou a delegacia de Pol√≠cia Civil e disse que a menina havia desaparecido após ter sido deixada por ela em uma pra√ßa com o irm√£o. Horas depois, ligou para a Pol√≠cia Militar e contou que havia matado a crian√ßa e queria se entregar.

Conforme a Pol√≠cia Civil, a causa da morte foi asfixia mec√Ęnica por compress√£o do tórax, compat√≠vel com o relato do adolescente. O garoto revelou ainda que a m√£e ficou enfurecida, porque a irm√£ havia dito que estava sendo abusada sexualmente pelo padrasto e prometeu mat√°-la caso continuasse falando sobre o assunto.

Em seguida, ela chamou ambos para sair de carro e parou em uma estrada fora da cidade, onde iniciou as agress√Ķes e matou a filha. A Pol√≠cia Civil identificou uma testemunha que relatou que a menina havia mencionado, no final de 2019, ter sido v√≠tima de abuso por parte do padrasto e que n√£o poderia revelar aos professores ou para a pol√≠cia por medo de apanhar da m√£e.

Emileide foi denunciada por homicídio quadruplamente qualificado, por motivo torpe, ocultação de cadáver, corrupção de menores e comunicação falsa de crime.

Fonte: Campo Grande News

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